segunda-feira, 3 de junho de 2013

JUDÔ


Judô (caminho suave, ou caminho da suavidade) é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.

O judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência dos principais estilos e escolas de jiu-jitsu, arte marcial praticada pelos "bushi", ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (quimono), que no judô recebe o nome de judogui e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogui que é composto pelo casaco (Wagui), pela calça (Shitabaki) e também pela faixa (obi), o judogui pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.

Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.

Sua técnica utiliza basicamente a força e equilíbrio do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.

 

História

 

O judô é uma arte marcial esportiva. Foi criado no Japão, em 1882, pelo professor de Educação Física Jigoro Kano. Ao criar esta arte marcial, Kano tinha como objetivo criar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito e mente. Esta arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno período da imigração japonesa.

 

Decadência e renascimento do jiu-jitsu

 

Em 1864, o comandante Matthew Perry, comandante de uma expedição naval americana, obrigou o Japão a abrir seus portos ao mundo com o tratado "Comércio, Paz e Amizade". Abrindo seus portos para o ocidente, surgiu na Terra do Sol Nascente uma tremenda transformação políticos-social, denominada Era Meiji ou "Renascença Japonesa", promovido pelo imperador Mitsuhyto Meiji (1868-1912). Anteriormente, o imperador exercia sobre o povo influência e poderes espirituais, porém com a "Renascença Japonesa" ele passou a ser o comandante de fato da Terra das Cerejeiras.

Nessa dinâmica época de transformações e inovações radicais, os nipônicos ficaram ávidos por modernizar-se e adquirir a cultura ocidental. Tudo aquilo que era tradicional ficou um pouco esquecido, ou melhor, quase que totalmente renegado. Os mestres do jujutsu perderam as suas posições oficiais e viram-se forçados a procurar emprego em outros lugares. Muitos se voltaram então para a luta e exibição feitas.

A ordem proibindo os samurais de usar espadas em 1876 assinalou um declínio em todas as artes marciais, e com o jujutsu não foi uma exceção.

Tempos depois existiu uma onda contrária às inovações radicais. Havia terminado a onda chamada febre ocidental. O jujutsu foi recolocado na sua posição de arte marcial, tendo o seu valor reconhecido, principalmente pela polícia e pela marinha. Apesar de sua indiscutível eficiência para a defesa pessoal, o antigo jujutsu não podia ser considerado um esporte2 , muito menos ser praticado como tal. As regras não eram tratadas pedagogicamente, ou mesmo padronizadas. Os professores ensinavam às crianças os denominados golpes mortais e os traumatizantes e perigosos golpes baixos genitais2 . Sendo assim, quase sempre, os alunos menos experientes faixas brancas a machucavam-se seriamente. Valendo-se de sua superioridade física, os maiores chegavam a espancar os menores e mais fracos. Tudo isso fazia com que o jujutsu gozasse de uma certa impopularidade, especialmente entre as pessoas mais esclarecidas.

 

Nascimento

 

 

Jigoro Kano

Baseado nesses inconvenientes,um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisava desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional jiu-jitsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um veículo de educação física2 .

Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu,juntamente com os imigrantes japoneses dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. Inseriu princípios básicos como os do equilíbrio, da gravidade e do sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos.

Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu(luta pelo ponto completo). Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.

Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), que se baseava no princípio de "ceder para vencer", utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate, o praticante tinha como o único objetivo a vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles, o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte).

Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô. Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo "jutsu" (arte ou prática) para "do", ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica1 .

Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, Jigoro Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan3 (Instituto do Caminho da Fraternidade), já que "Ko" significa fraternidade, irmandade; "Do" significa caminho, via; e "Kan", instituto.

No Brasil [editar]

No fim da década de 1910 e no início da década seguinte, Takaharu (ou Takaji) Saigo, 4° dan de judô, ensinava a arte na cidade de São Paulo, em sua academia localizada na Rua Brigadeiro Luiz Antonio. Em 1922 e 1923, ele chegou a fazer demonstrações da arte perante personalidades políticas e militares da época e teve alunos tanto japoneses quanto não japoneses. Diz-se que Takaharu Saigo era neto de Takamori Saigo, um dos homens mais importantes da Restauração Meiji no Japão.

O conde Coma (Mitsuyo Maeda), como também era conhecido, fez sua primeira apresentação em Porto Alegre. Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará em outubro de 1925,4 onde popularizou seus conhecimentos dessa arte. Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido. Essa ida do Conde Koma para o estado do Pará, resultaria em seu contato com Gastão Gracie, dono de circo local, e o contato do Mestre japonês com o Clã Gracie, originaria num futuro próximo o desenvolvimento do Jiu Jitsu brasileiro.

Um dos primeiros torneios de judô foi realizado no dia 01 de maio de 1931 na cidade de Araçatuba, estado de São Paulo. Organizado por Yuzo Abematsu, 4o dan e ex-professor de judô da Escola Superior de Agronomia de Kagoshima, da Segunda Escola de Ensino Médio e do Batalhão da Polícia do Exército do Japão, o torneio incluiu lutas contra boxe e luta greco-romana.

O judô no Brasil passou a ser organizado e largamente difundido a partir de agosto de 1933, com a fundação da Hakkoku Jûkendô Renmei, a Federação de Judô e Kendô do Brasil, por ocasião do 25o aniversário da imigração japonesa ao Brasil. Do lado do judô, foram membros fundadores as seguintes personalidades: Katsutoshi Naito, Tatsuo Okochi, Teruo Sakata e Zensaku Yoshida.

Nessa época, além dos quatro mestres supracitados, o judô no Brasil contava também com o mestre Tomiyo Tomikawa e com Shigejiro Fukuoka, mestre de jujutsu tradicional. Estes seis mestres eram os principais expoentes do judô na época, dentro do âmbito da Hakkoku Jûkendô Renmei.

Um fator relevante na história do judô foi a chegada ao país de um grupo de nipônicos em 1938. Tinham como líder o professor Ryuzo Ogawa e fundaram a Academia Ogawa, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, por meio do esporte do quimono. Apesar de Ryuzo Ogawa ser um mestre de jujutsu tradicional, chamou de Judô a arte marcial que lecionava quando este nome se popularizou. Portanto, ensinava um estilo que não era exatamente o Kodokan Judo, o que não diminui sua enorme contribuição ao começo do Judô no Brasil. Daí por diante disseminaram-se a cultura e os ensinamentos do mestre Jigoro Kano e em 18 de março de 1969 era fundada a Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972. Hoje em dia o judô é ensinado em academias e clubes e reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência. Esse processo culminou com a grande oferta de bons lutadores brasileiros atualmente, tendo conseguido diversos títulos internacionais. É o esporte coletivo brasileiro que mais conseguiu medalhas olímpicas.

 

Academia Terazaki

 

Réplica do primeiro templo de judô do Japão, o Kodokan, a Academia Terazaki, ou Clube Recreativo de Suzano Judô Terazaki, é a primeira academia de Judô da América e começou a ser construída no ano de 1937 por Tokuzo Terazaki, que idealizava difundir os ensinamentos do judô. A conclusão foi em 1952 e na construção contou com o apoio de muitas pessoas ligadas à colônia e até do Japão. A academia fica localizada na cidade de Suzano, região metropolitana de São Paulo.

Tokuzo Terazaki, ou mestre Terazaki, como é conhecido por seus discípulos, nasceu em 16 de agosto de 1906 em uma aldeia chamada Tominami, entre as cidade de Sihinjo e Yamagata, no Japão. Filho do sr. Tsuruki e D. Shingue, foi o terceiro filho.

Depois de terminar o curso primário, foi para a cidade de Yamagata onde matriculou-se na escola agrícola. Logo depois migrou para Tóquio, onde trabalhava na indústria Kubota de Ferro. Nas horas de folga treinava na academia do sr. Torakiti, Masateru Futakawa, onde aprendeu ju-jutsu com os fundadores do estilo.

Mais tarde no Kodokan, sob a instrução do mestre Mifune conseguiu título de graduado. Atualmente, as aulas na academia Terazaki são ministradas pelo sensei Celso Tochiaki Kano, que foi aluno do mestre Terazaki e segue os passos.

Em 1928, mestre Terazaki casou-se com D. Kiyoe, tendo como padrinho o professor Futakawa. Kiyoe trabalhava na Kanebo, uma empresa de tecelagem e fiação, que mais tarde Terazaki conheceu o presidente por meio da esposa e quando este iniciou a exploração na região da Amazônia, Terazaki colaborou na convocação de voluntários para a imigração. Além de convocar, decidiu participar da imigração chegando em Belém no Pará, em 1929. Sua chegada, marcada pela epidemia de malária e o poço em que utilizavam para estava infestado de amebas. Na época, dezenas de pessoas morreram, incluindo Teruko, a filha de Terazaki.

Em 1933, da ligação que teve com Katsutoshi Naito em Tóquio no Kodokan, veio a influência da vinda a Suzano, onde após quatro anos na Amazônia, chega a cidade, onde atua no cultivo de morangos na plantação de Naito.

Enquanto atuava na agricultura, crescia a fama de sua técnica como judoca e frequentemente era convidado a ensinar a arte marcial em Suzano. Em 1934, após um ano de trabalho na plantação de Naito, Terazaki compra um terreno no Bairro da Vila Urupês, em Suzano, onde abriu uma academia de judô e também fazia atendimento a todos os casos de fratura óssea e técnica ortopédica em geral de forma voluntária.

Após a II Guerra Mundial, foi organizada uma associação de graduados em judô. O presidente foi Katsutoshi Naito e Terazaki era vice. Com o aumento de adeptos veio a seguir a necessidade de organizar a Federação Nacional de Judô.

Das demonstrações da modalidade a Marinha veio a introdução da modalidade no exército. Na mesma época com o apoio de seus discípulos, amigos, iniciou-se campanha para angariar recursos para a construção da academia. Os resultados discípulos abriram academias por Estados brasileiros como Rio de Janeiro, pelo exercito, polícia

Outra faceta pouco conhecida do mestre é a fama de deus do Izumo, ou [Santo Antônio], o santo casamenteiro pela facilidade de unir casais, que foram ao menos 400.

Pelos trabalhos prestados a policia militar do Rio de Janeiro, a academia de Agulhas Negras e a policia rodoviária recebeu várias condecorações. Em 1958 recebeu titulo de cidadão suzanense.

 

Os três princípios

 

 

Os princípios que inspiraram Jigoro Kano quando da idealização do judô foram os três seguintes:

Princípio da máxima eficiência com o mínimo de esforço (seiryoku zen’yo)

Princípio da prosperidade e benefícios mútuos (jita kyoei)

Princípio da suavidade, ou seja, o melhor uso de energia (ju)

 

Graduações

 

Os judocas são classificados em duas graduações: kiu e dan5 .

As promoções no judô baseiam-se em exames que incidem sobre requisitos tais como: duração de tempo de treino, idade, caráter moral, execução das técnicas especificadas nos regulamentos6 e comportamento em competições. No caso de promoção de kiu(classificação), faixa branca a marrom é outorgada pela associação, no caso de promoção as graduações de dan, até 5º dan são realizadas pela banca examinadora da Liga ou Federação Estadual, as outras graduações superiores pela Confederação Nacional.

Os graus no Judô dividem os alunos nos grupos: Dangai (da faixa branca à marrom)6 Yudan (do 1º ao 5º Dan) 6 Kodanshas (faixa "coral" e faixa vermelha)6 . O mais alto grau concedido é a extremamente rara faixa vermelha Judan (10º Dan) que até o ano de 2009 fora concedida apenas a 15 homens, sendo que até a referida data 3 ainda eram vivos (Toshigo Daigo, Ishiro Abe, Yoshimi Osawa) os três promovidos dia 08/01/2006 pelo Kodakan. Em 2010, o judoca britânico George Kerr recebeu a promoção de 10º Dan pela Federação Internacional de Judô, sendo o único deste grau ainda vivo.

 

Graduações kyu

 

Há oito graus de kyu (seis em Portugal)8 , os quais se distinguem pelas cores das faixas:

KYU

00 KYU.         Mukyu.           Faixa Branca. (+)

07º KYU.       Nanakyu ou Shichikyu           Faixa Cinza. - (*)

06º KYU.       Rokukyu.        Faixa Azul. - (**)

05º KYU.       Gokyu.            Faixa Amarela. (++)

04º KYU.       Yonkyu. ou Shikyu.   Faixa Laranja./ Abóbora.

03º KYU.       Sankyu.           Faixa Verde.

02º KYU.       Nikyu. Faixa Roxa.

01º KYU.       Ikyu.   Faixa Marrom. (*+)

 

OBSERVAÇÕES

 

(+) Todo judoca inicia no judô nesta faixa.

(*) Apenas para pessoas com menos de 15 anos de idade.

(**) Segunda faixa para os judocas com mais de 15 anos de idade.

(++) Quarta faixa para os judocas com menos de 15 anos de idade.

(*+) Última (sétima ou oitava) faixa para o judoca.

 

Cores das Faixas na Europa

 

Branca

Amarela         

Azul Escura   

Laranja           

Verde 

Marrom          

Preta   

 

Cores das Faixas em Portugal

 

Branca

Amarela         

Laranja           

Verde 

Azul   

Marrom          

Preta   

           

Cores das faixas no Brasil

 

Branca

Cinza  

Azul   

Amarela         

Laranja           

Verde 

Roxa  

Marrom          

Preta   

 

Graduações dan

 

As graduações de dan avançam de modo crescente, ao contrario das graduações kyu, indo do 1º dan (shoudan) ao 10º dan (juudan). Esses graus se diferenciam pelas seguintes cores das faixas:

DAN

1º DAN          Shoudan ou Ichidan   Faixa Preta

2º DAN          Nidan  Faixa Preta

3º DAN          Sandan            Faixa Preta

4º DAN          Yondan ou Shidan     Faixa Preta

5º DAN          Godan Faixa Preta

6º DAN          Rokudan         Faixa Vermelha e Branca

7º DAN          Nanadan ou Shichidan           Faixa Vermelha e Branca

8º DAN          Hachidan        Faixa Vermelha e Branca

9º DAN          Kyuudan ou Kudan   Faixa Vermelha

10º DAN        Juudan            Faixa Vermelha

 

Pontuação

 

O objetivo é conseguir ganhar a luta valendo-se dos seguintes pontos:

Yuko - Um terço de um ponto. Um yuko se realiza quando o oponente cai de lado

Wazari - Meio ponto. Dois wazari valem um ippon e termina o combate logo após o segundo wazari. Um wazari é um ippon que não foi realizado com perfeição. Também ganha wazari se conseguir imobilizar o oponente por 20 a 24 segundos;

Ippon - Ponto completo. O nocaute do judô, finaliza o combate no momento deste golpe. Um ippon realiza-se quando o oponente cai com as costas no chão, ao término de um movimento perfeito, quando é finalizado por um estrangulamento ou chave de articulação, ou quando é imobilizado por 25 segundos.

 

Penalizações

 

Shido

O shido é a penalização mais fraca do judô. É uma advertência que não gera pontos ao adversário 11 .

Chui

O chui é atribuído quando se comete uma infração um pouco mais grave, ou quando é atribuído um segundo shido.

Keikoku

O keikoku é atribuído quando se comete uma infração grave, ou quando é atribuído um shido quando já se tem chui, mas que não chega para terminar o combate.

Hansoku-Make

O hansoku-make é atribuído quando se comete uma infração muito grave, de forma que esse combatente que sofre castigo é expulso e o outro vence.

 

Formas de saudação (Hei)

 

A prática do judô é regida por cortesia, respeito e amabilidade. A saudação é o expoente máximo dessas virtudes sociais. Através dela expressamos um respeito profundo aos nossos companheiros. No judô, há duas formas de expressarmos: tati-rei ou ritsu-rei (quando em pé) e za-rei (quando de joelhos). Esta última é conhecida por saudação de cerimônia. Efetua-se as seguintes saudações:

Tachi-rei ou Ritsu-rei

Ao entrar no dojô bem como ao sair; Quando subir no tatami para cumprimentar o professor ou seu ajudante; Ao iniciar um treino com um companheiro, assim como ao terminá-lo.

Za-rei

Ao iniciar, bem como ao terminar o treinamento; Em casos especiais, por exemplo, antes e depois dos KATA; Ao iniciar um treino no solo com o companheiro, bem como ao terminá-lo.

 

Técnicas

 

Na aplicação de waza (técnicas), tori é quem aplica a técnica12 e uke é aquele em que a técnica é aplicada12 . As técnicas do judô classificam-se em:

Técnica           Descrição13 14 15

Nage-Waza16 técnicas de arremesso

Tachi-Waza16 técnicas em pé

Te-Waza16     técnicas de braço

Koshi-Waza16            técnicas de quadril

Ashi-Waza16  técnicas de perna

Sutemi-Waza16          técnicas de sacrifício

Mae-sutemi-Waza16  técnicas de sacrifício para frente

Yoko-sutemi-Waza16            técnicas de sacrifício para o lado

Katame-Waza16         técnicas de domínio no solo

Ossaekomi-Waza ou Ossae-Waza16 técnicas de imobilização

Shime-Waza16           técnicas de estrangulamento

Kansetsu-Waza16      técnicas de luxação ou chave de braço

Atemi-Waza16           técnicas de ataque nos pontos vitais

Exercícios básicos [editar]

 

No judô cada professor pode estabelecer o seu sistema de exercício, o plano geral de treinamento é o seguinte:

Taiso

Exercício de aquecimento, visa aquecer e tornar o corpo mais flexível, desenvolvendo também a musculatura.

Ukemi-No-Waza

Técnicas de amortecimento de queda (rolamentos).

Uchikomi ou Butsukari

Treinamento de entradas de técnicas de projeção.

Tando-Geiko

Treinamento sombra, também conhecido como Tendoku-renshiu "sombra". É o equivalente ao uchi-komi (entrada de golpes) porém sem parceiro.

Nage-Ai (pronuncia-se nague ai)

Projeções alternadas. Treinamento em duplas, alternadamente cada um projeta (derruba) o companheiro de treino.

Kakari-Geiko (pronuncia-se kakari gueiko)

Treinamento defensivo. Nesse tipo de treinamento um dos componentes da dupla é designado a defender e o outro a atacar.

Yaku-Soku-Geiko (pronuncia-se yaku soku gueiko)

Projeções livres com movimentação. Treinamento com muita movimentação e projeção sem defesa ou disputa de pegada.

Handori (pronuncia-se randori)

Treino livre, "simula" ou reproduz o "Shiai" (competição), pelo qual a aplicação das técnicas é praticada contra um parceiro, atacando e defendendo, a diferença básica é que ocorre de forma mais "solta" mais "livre" que nas competições propriamente ditas.



Shiai

 

Competição. Exige muita habilidade técnica, tática, preparação física e mental. Atualmente as competições de alto nível envolvem a participação de diversos profissionais, não somente mais de um "Sensei", entre eles: preparador físico (geralmente especialista em fisiologia do exercício e/ou treinamento esportivo) nutricionista, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. As técnicas já dominadas no randori devem ser aplicadas sob um determinado conjunto de regras, sujeitas à pontuações que devem ser avaliadas por três árbitros (um central mais dois laterais).

 

Kata

 

É um conjunto de técnicas fundamentais, um método de estudo especial, para transmitir a técnica, o espírito e a finalidade do judô.

 

Nage-no-kata

 

É o primeiro kata do judô; compõe-se de quinze projeções divididas em cinco grupos de técnicas:

Te-Waza         Uki-otoshi       Ippon-seoi-nage          Kata-guruma

Koshi-waza     Uki-goshi        Harai-goshi     Tsurikomi-goshi

Ashi-waza       Okuriashi-harai           Sasae-tsurikomi-ashi   Uchimata

Ma-sutemi-waza         Tomoe-nage    Ura-nage         Sumi-gaeshi

Yoko-sutemi-waza     Yoko-gake      Yoko-guruma Uki-waza

 

Ideologias e espíritos

 

Quem teme perder já está vencido.

Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e, sobretudo humildade.

Quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.

Nunca te orgulhes de haver vencido a um adversário, ao que venceste hoje poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.

O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.

Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.

O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes.

Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas.

Praticar judo é educar a mente a pensar com velocidade e exactidão, bem como o corpo obedecer com justeza.

O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.

 

Cinco fundamentos

 

Shinsei (postura)

Existem dois tipos de postura no judô Shisentai, que é a postura natural do corpo e Jigotai, que é a postura defensiva

Shintai (movimentação)

Ayumi-ashi, andando normalmente.

Suri-ashi, andando arrastando os pés.

Tsugi-ashi (apenas em katas), que anda-se colocando um pé a frente e arrastando o outro, sem ultrapassar o primeiro.

Tai-sabaki (deslocamento de corpo / tai = corpo; sabaki = deslocamento)

Pode ser: Mae-sabaki (para frente), Ushiro-sabaki (para trás) ou Yoko-sabaki (para os lados)

Kumi-Kata (pegadas, formas de pegar)

Existem inúmeros tipos de pegadas, sendo apenas proibida a pegada por dentro da manga e por dentro da barra da calça.

A pegada pode ser feita no eri (gola), sode(manga) e, desde que haja o desequilíbrio do adversário ou o adversário esteja fazendo a pegada cruzada (manga e gola do mesmo lado), no chitabaki(calça). Pode ser de direita (migui) ou de esquerda (hidari). Variando entre canhotos e destros, embora para algumas projeções se use a pegada de lado contrário ao qual se vai atacar.

Ukemi (amortecimento de quedas)

Os "rolamentos" são fundamentais para a segurança do praticante, a física explica: estas técnicas "dissipam" a energia cinética que, se fosse transferida na sua totalidade para os órgãos internos, poderia causar prejuízo à saúde.

Os ukemis são : Ukemi Zenpo kaiten -> Zenpo ( rolamento) kaiten ( rotação) , logo ukemi que você rola e gira. Ushiro ukemi -> Ushiro ( para trás) , logo ukemi para trás. Mae ukemi -> Mae ( para frente) , logo ukemi para frente. Yoko ukemi -> Yoko ( para o lado) , logo ukemi para o lado.

 

Fases da projeção

 

1º Kuzushi (quebra, desequilíbrio)18

2º Tsukuri (construção, preparação, encaixe)

3º Kake (colocação, execução)

4º Zanchin (finalização, definição)

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jud%C3%B4

 
BOXE CHINÊS

 
Boxe chinês é uma denominação genérica que se refere à aplicação em combate das diversas formas tradicionais de arte marcial chinesa.
 
Origem
 
Os historiadores acreditam que o boxe chinês iniciou-se alguns séculos atrás quando as lutas corporais se tornaram uma prática popular na China. No início não existiam regras e as lutas terminavam sempre com ferimentos graves ou a morte de um dos lutadores.
Com o tempo o boxe chinês passou a se tornar um esporte, sendo atribuídas regras, equipamentos de proteção e técnicas de finalização, como: chaves, estrangulamentos, cabeçadas, etc.
Desta forma as lutas adquiriram um formato mais dinâmico e menos violento, reduzindo os riscos de lesar o adversário. As técnicas utilizadas incluem socos, chutes, joelhadas, projeções e luta de solo.
Na atualidade, os atletas podem lutar nas modalidades Sanshou e Sandá. É a parte voltada para o combate nas competições de Wushu (Kung fu).
Atualmente no Brasil o campeão mais jovem é André Luiz Pereira Dias com 23 anos e Raphaell Guerra que foi campeão aos 18.
 
Benefícios
 
O boxe chinês é um esporte de inteligência, porém não deixa de ser bom para o praticante, trazendo muitos benefícios.
A sua prática melhora as condições cardio-respiratória, a percepção, a concentração, as condições físicas e a auto-estima.
 
Principal torneio
 
Os torneios apesar dos riscos, são muito procurados por pessoas aptas a enfrentar circunstâncias de extrema dor, e donas de muita técnica. As regras do torneio não são muito, dentre as artes marciais com regras, podemos dizer que é a que mais se aproxima do vale tudo, que seria a luta sem regras!
A última competição de grande porte ocorreu em 23 de dezembro de 2006, e atraiu lutadores de todos pedaços do país, pela grandeza do evento, e pela qualidade dos concorrentes. Tudo foi muito acirrado, foram 7 dias de intensas lutas, alguns deslocamentos ou quebras de ossos, mas por final, o campeonato chamado de *Yng Master* foi bem sucedido!
 
Fonte: fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Boxe_chin%C3%AAs
 
BOXE

O boxe ou pugilismo é um esporte de combate, no qual os lutadores usam apenas os punhos, tanto para a defesa, quanto para o ataque. A palavra deriva do inglês to box, que significa bater, ou pugilismo (bater com os punhos), expressão utilizada na Inglaterra entre 1000 e 1850.
 
História
 
 
Jovens lutam boxe. Afresco da civilização minoica, em Acrotiri, Santorini, cerca de 1500 a.C.
Remontando aos séculos XVIII e XIX, quando de seu nascimento na Inglaterra, o boxe era praticado com as mãos nuas. Essas lutas com as mãos descobertas eram frequentemente brutais, de modo que o boxe acabou sofrendo intensas mudanças em 1867, com a formulação das Regras de Queensberry, que previam rounds de três minutos, separados por um intervalo de um minuto, além do uso obrigatório das luvas. Essas regras entraram em vigor em 1872.
O boxe foi primeiramente considerado um desporto olímpico em 688 a.C., na 23ª olimpíada da antiguidade; seu vencedor foi Onomastus de Esmirna, que foi quem definiu as regras do esporte.1 Posteriormente, quando houve o ressurgimento dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, nas Olimpíadas de 1896, em Atenas, o boxe não foi incluído como uma das modalidades da competição.2 O boxe então somente retornou nas Olimpíadas de 1904, a terceira da Era Moderna, em St. Louis, e desde então foi praticado em todas suas edições posteriores, com exceção às Olimpíadas de 1912, em Estocolmo.
O muay thai (lit. boxe tailandês) descende de uma arte marcial tailandesa chamada muay boran (lit. boxe antigo), que incorporou regras e movimentos do boxe inglês. Os golpes dados com os punhos são praticamente os mesmos, porém em uma luta de muay thai é permitido usar os cotovelos, os joelhos e as canelas para golpear os adversários.
 
Golpes
 
Jab ou jabe: golpe frontal com o punho que está a frente na guarda. Embora seja geralmente usado para afastar o oponente ou para medir a distancia, ele pode nocautear;
Direto: golpe frontal com o punho que está atrás na guarda. É um golpe muito rápido e forte;
Cruzado (cross): tão potente quanto o direto, porém o alvo é a lateral da cabeça do adversário. O cruzado termina seu movimento com o braço flexionado, diferentemente do direto;
Hook ou gancho: desferido em movimento curvo do punho, atingindo lateralmente a cabeça ou abdome, dificultanto a defesa do oponente. Difere do cruzado pela distância que é aplicado, próximo e contornando a guarda adversária;
Uppercut: golpe desferido de baixo para cima visando atingir o queixo do oponente.
Jab-direto: desfere-se socos com ambas as mãos ao mesmo tempo.
 
Nocaute
 
O nocaute, ou knockout (KO) na língua inglesa, ocorre quando um dos lutadores aplica um golpe que derruba seu adversário no chão, incapacitado-o de terminar o combate. Caso o lutador esteja visivelmente atordoado pelos golpes do adversário, mas ainda permaneça de pé, o juiz pode interromper a luta, o que configura um nocaute técnico, no inglês technical knockout (TKO).
 
Golpes baixos
 
Os golpes baixos são os aplicados abaixo da cintura e não são permitidos no boxe. Se o outro adversário bater em uma dessas partes, o mesmo será advertido e, na reincidência, poderá ser eliminado, a critério do árbitro.
Os golpes permitidos são os aplicados na parte frontal do adversário, como no rosto e no abdome.
 
Sparring
 
Sparring é o pugilista que ajuda no treinamento de um outro pugilista. Muitos lutadores profissionais começam suas carreiras como sparring, antes de se profissionalizarem. Alguns exemplos de sparrings, que depois vieram a se tornar campeões incluem: Larry Holmes, sparring de Muhammad Ali; Oscar de la Hoya, sparring de Julio Cesar Chavez; e Riddick Bowe, sparring de Evander Holyfield.
 
Categorias
 
Os pugilistas são divididos em categorias, de acordo com seus pesos. Atualmente existem dezessete categorias reconhecidas no boxe profissional e onze no boxe amador.
 
Organização das lutas
 
Combate de boxe
 
As entidades de boxe são as responsáveis pela organização das lutas desde 1910, quando foi criada a União Internacional de Boxe (UIB), em Paris.
Posteriormente, outras entidades surgiram, outras deixaram de existir ou se fundiram a novas entidades, até que nos dias atuais temos em vigor quatro grandes entidades:
Associação Mundial de Boxe (AMB), fundada em 1921;
Conselho Mundial de Boxe (CMB), fundado em 1963;
Federação Internacional de Boxe (FIB), criado em 1983;
Organização Mundial de Boxe (OMB), criado em 1988;
Federação Mundial de Boxe Profissional (FMBP), criado em 1998.
Além dessas, existe ainda a Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA), que regulamenta as lutas olímpicas. No Brasil, existe a Organização Desportiva Boxista Brasileira (ODBB).
 
Campeões do mundo
 
 
Os campeões mundiais de boxe remontam até os primórdios de sua criação no século XVIII, na Inglaterra, quando o boxeador James Figg foi reconhecido como o primeiro campeão de boxe.
Os campeões mundiais de boxe modernos foram divididos por categorias de peso, próximo ao final do século XIX, sendo que inicialmente os boxeadores encontravam-se distribuídos em apenas cinco categorias: peso-pesado, peso-médio, peso-leve, peso-pena e peso-galo. Mais tarde, ao longo do tempo, novas categorias de peso foram sendo acrescentadas.
Posteriormente à criação das entidades mundias de boxe, já durante o século XX, os campeões mundiais também passaram a ser divididos por diferentes cinturões mundiais.
O boxe amador é disputado nas Olimpíadas desde 1904, com exceção à de 1912.
 
Pugilistas famosos
 
Os maiores boxeadores de todos os tempos estão imortalizados no "Hall da Fama" de duas instituições reconhecidas internacionalmente.
Entre tantos outros renomados pugilistas, o "Hall da Fama do Boxe" contempla nomes como os de Rocky Marciano, Muhammad Ali, Floyd Patterson, Jack Johnson, Sugar Ray Robinson, Bob Satterfield, Jake LaMotta, Jersey Walcott, Joe Louis, Max Schmeling, Jack Dempsey, Max Baer, Larry Holmes, Joe Frazier, George Foreman, Sonny Liston, Ken Norton, Julio César Chávez, Lennox Lewis, Evander Holyfield e Mike Tyson.
Somente um pugilista brasileiro figura no "Hall da Fama" — Éder Jofre. No entanto, ao longo dos anos, outros pugilistas brasileiros também se tornaram notórios, tais como Servílio de Oliveira, Maguila, Miguel de Oliveira, Popó e Valdemir Pereira, o "Sertão".
 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Boxe
 
AIKIDO

 
Aikido é uma arte marcial japonesa desenvolvida pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), aproximadamente entre os anos de 1930 e 1960,1 como um compêndio dos seus estudos marciais, filosofia e crenças religiosas. O aikido é frequentemente traduzido como "o caminho da unificação (com) da energia da vida",2 ou "o caminho do espírito harmonioso".3 O objetivo de Ueshiba era criar uma arte em que os seus praticantes pudessem defender-se a si próprios a partir do ataque adversário. O cerne desta arte marcial orbita em torno do uso pragmático da energia num combate, no controlo desse fluxo. Os praticantes desta arte respeitosamente chamam seu criador de O-Sensei ("grande mestre"), ou Fundador.4
O aikido é exercido através da combinação de movimentos atacantes, redireccionando a força adversária, ao invés de combatê-la directamente. Isto requer uma reduzida força física, uma vez que o aikidoka (praticante de aikido) conduz o impulso atacante dando entrada ao ataque a partir da transformação dos movimentos rivais. As técnicas são complementadas com várias projecções, torções e contusões comuns.5
Ueshiba concebeu o Aikido a partir da sua experiência com dezenas de artes marciais, mas principalmente baseando-se no estilo da escola vetusta do daito-ryu aiki-jujutsu, com sensei Sokaku Takeda, ao qual incorporou técnicas do kenjutsu (técnica da espada) e do jojutsu (técnica do bastão curto). Em 1920, o aikido divergiu-se desse estilo, em parte devido ao envolvimento de Ueshiba com a religião Omoto-kyo.6 Noutra mão, a despeito da origem guerreira, o carácter distintivo reside do modo preciso em não se opor ao adversário, mas, antes de mais, envolvê-lo e utilizar de sua própria agressividade e energia. E, conforme o nome da arte sugere, toda sua prática está intimamente relacionada ao conceito de ki, uma energia natural que flui no corpo humano: o aikido extrapola e faz do controle/harmonização do ki a sua mola mestra, isso claro no estudo do princípio do aiki (relacionado ao kiai), que tem estado presente nas mais diversas disciplinas orientais, o qual pretende resolver uma deficiência não pelo choque mas pela concórdia.7 Outro importante atributo desta arte é seu apego ao desenvolvimento espiritual. Isso advindo dum dos mentores de Ueshiba, o monge Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão, a quem, depois de um encontro fortuito, passou a seguir e ser protector pessoal.8
Após várias décadas, a unidade da arte marcial manteve-se quase intacta, permanecendo sob a conduta dos seus sucessores naturais, Kisshomaru Ueshiba (1921-1999) e Moriteru Ueshiba (1951). Todavia, isto não impediu que outras entidades surgissem, cada qual com uma proposta e uma obrigação particular sobre a modalidade. Porém, ao praticante realmente comprometido, resta a consciência de sua origem.9 Estudantes seniores de Ueshiba possuem diferentes enfoques sobre o aikido, dependendo parcialmente do momento da sua aprendizagem com o mestre. Hoje em dia, o aikido pode ser encontrado em todo o mundo em vários estilos, com amplas interpretações. No entanto, todos eles possuem o conhecimento adquirido a partir de Ueshiba em que a preocupação com o bem-estar do oponente deve ser considerada.
 
Etimologia e filosofia
 
 
"Aikido" escrito com "ki" em antigos caracteres.
A palavra "aikido" é formada por três ideogramas kanji:
– ai – unido, unificado, combinado, ajuste
– ki – espírito, energia, clima, ânimo, moral
– do – sentido, trajeto, caminho
 
O termo "aiki" não é comummente empregue na língua japonesa. Isso originou inúmeras interpretações possíveis da palavra. O ideograma ? é usado principalmente em compostos que significam "combinar, unir, juntar, reunir". Como por exemplo ?? (combinado/unido); ?? (composição); ?? (unir/combinar/juntar); ?? (união/aliança/associação); ?? (combinar/unificar); e ?? (acordo mútuo). Existe uma ideia de reciprocidade, ???? (para se conhecer um ao outro); ???? (falar/discussão/negociação); e ?????? (conhecer por marcação/hora marcada).
O ideograma ? é muitas vezes utilizado para expressar um sentimento, tal como em ???? ("eu sinto", em termos de pensamento, mas com um menor raciocínio cognitivo); ??? (sentimento/sensação); e ?? (ânimo/mural). Este carácter é empregue para designar energia ou força, como em ?? (electricidade) e ?? (magnetismo).
O termo do está também presente noutras artes marciais como no judo, kendo, assim como em artes marciais mais pacíficas como em shodo (caligrafia japonesa), kado (arranjos florais) e chado ou sado (cerimónia do chá).
Portanto, a partir de um ponto de vista puramente linguístico, "aikido" significa "o caminho de combinar forças". O termo aiki refere-se ao principio ou táctica das artes marciais de desagregar movimentos atacantes, com o propósito de controlar as acções do oponente, utilizando o mínimo de força possível.10 Praticar o aiki, passa por compreender o ritmo e a intenção do atacante e encontrar a posição e o tempo ideais para aplicar a técnica contrária ao ataque. Isto é muito semelhante aos princípios expressos por Kano Jigoro, o fundador do judo.
 
História
 
O-Sensei Morihei Ueshiba, fundador do aikido.
O aikido foi criado por Morihei Ueshiba (em japonês: ?? ?? Morihei Ueshiba, 14 de dezembro de 1883 – 26 de abril de 1969), referido por alguns praticantes de aikido como O-Sensei ("Grande Mestre").11 Ueshiba imaginou o aikido não apenas como uma síntese do seu treino marcial que foi desenvolvendo durante vários anos, mas como uma expressão pessoal da sua filosofia sobre a paz universal e reconciliação. Durante a vida de Ueshiba e prolongando-se até à actualidade, o aikido evoluiu a partir do conceito do "aiki" que Ueshiba havia estudado através de várias expressões artísticas marciais provenientes de várias regiões por todo o mundo.12
Desenvolvimento inicial [editar]
Ueshiba desenvolveu primeiramente o aikido a partir de finais de 1920 até à década de 1930, através de conhecimentos adquiridos de diversos estilos antigos de artes marciais que havia estudado.13 A essência da arte marcial da qual o aikido deriva, provém do Daito-ryu aiki-jujutsu, uma arte marcial japonesa que Ueshiba teria estudado sob a orientação directa do mestre Sokaku Takeda, o restaurador desta arte. Adicionalmente, Ueshiba é reconhecido por ter estudado em escolas tradicionais japonesas como Tenjin shinyo-ryu, com Tozawa Tokusaburo, em Tóquio, 1901; Gotoha Yagyu Shingan-ryu com Masakatsu Nakai em Sakai entre 1903-1908; e judo com Takagi Kiyoichi (?? ???) em Tanabe, em 1911.14
O estilo da escola Daito-ryu é a principal influência técnica do aikido. Juntamente com técnicas de mãos livres, com bloqueios e chaves a articulações, o Ueshiba incorporou técnicas baseadas na utilização de armas como a lança (Yari), luta da vara (Jo) e possivelmente com a baioneta (??). No entanto, e apesar de todas estas influências marciais, a técnica do aikido possui uma estrutura com fortes traços da arte marcial de combate com espada, designada de kenjutsu.
 
 
Mestre Sokaku Takeda
 
Em 1912, Ueshiba mudou-se para Hokkaido, uma ilha setentrional e bastante inóspita do arquipélago nipónico, como cabeça de um grupo colonizadores e aventureiros. Por volta de 1915, Ueshiba encontrou-se na ilha com o mestre guerreiro do clã homónimo, Sokaku Takeda. Este foi considerado o último representante da arte marcial, à época conhecida como Daito-ryu aiki-jujutsu. Uma arte um tanto obscura, pois era praticada segundo o sistema hereditário dos clãs samurai. Desde o encontro, Ueshiba passou a treinar com Sokaku Takeda. A sua associação oficial com Daito-ryu prevaleceu até 1937.13 Durante a última metade desse período, Ueshiba começou a distanciar-se de Takeda assim como da escola Daito-ryu. Naquela época, ainda na sua fase embrionária, a arte marcial de Ueshiba era denominada de "Aiki Budo". Não existe certezas sobre quando Ueshiba começou a utilizar o nome "aikido", contudo esta denominação foi oficializada em 1942, quando a Grande Casa das Excelências Marciais do Japão (Dai Nippon Butoku Kai) estava envolvida com uma reorganização e centralização de artes marciais japonesas, subvencionada pelo governo.5
Influências religiosas [editar]
 
 
Onisaburo Deguchi
 
Na segunda metade da década de 1920, retornando à terra natal, Ueshiba conheceu e foi profundamente influenciado por Onisaburo Deguchi, líder espiritual da religião Omoto-kyo (um movimento neo-xintoísta) em Ayabe.15 Uma das características principais da Omoto-kyo baseia-se na consecução da utopia durante uma vida. Esta foi, portanto, uma influência de significante importância sobre a filosofia das artes marciais de Ueshiba, de amor e compaixão principalmente para aqueles cujo o ódio é o seu principal infortúnio. O aikido evidência essa filosofia numa essência apurada através da masterização das artes marciais, para que seja possível auferir um ataque e redirecciona-lo inofensivamente em sentido oposto. Esse aspecto religioso, combinado com treino e com suas algumas correntes ideológicas e políticas, criou a cércea na qual uma novel arte marcial emergiu. Pode-se afirmar que o aikido surgiu de um processo de evolução pessoal, o qual ficou marcado como paradigma a ser seguido pelos aikidoka.16 Em suma, o aikidoka é não só um defensor como um atacante, saindo ileso da investida adversária.17
Para além do resultado do seu crescimento espiritual, a relação com Deguchi proporcionou a Ueshiba a entrada para os círculos da elite política e militar enquanto um mestre de artes marciais. Como desfecho dessa admirada exibição, Ueshiba foi capaz de atrair não só apoio financeiro, mas também alunos com capacidades distintas. Vários desses alunos foram capazes de definir os seus próprios estilos de aikido.18.
 
Divulgação internacional
 
Durante o estabelecimento de sua escola, mestre Ueshiba manteve contacto com diversos mestres, das mais variadas escolas e estilos de artes marciais. Em 1951, esta arte marcial japonesa começou a ser difundida em todo o mundo por Minoru Mochizuki, quando este viajou até França, onde introduziu técnicas de aikido em escolas de judo.19 No entanto, foi Tadashi Abe que a partir de 1952 deu continuidade ao ensino desta arte marcial no ocidente. Tadashi permaneceu na França por sete anos, e tornou-se no representante oficial da sede da fundação Aikikai Hombu, uma organização que agrupa várias instituições de aikido. O professor Kenji Tomiki, fundador do estilo japonês Aikido Shodokan, viajou com uma declaração a várias artes marciais através de quinze estados continentais dos Estados Unidos, em 1953.18 Mais tarde, no mesmo ano, Koichi Tohei foi enviado pelo dojo Aikikai Hombu para o Havaí, onde permaneceu durante um ano, estabelecendo inúmeros dojo.20 Seguido por outras numerosas visitas, este foi considerado o ponto da introdução formal do aikido nos Estados Unidos. O Reino Unido, foi o destino subsequente em 1955, seguido da Itália em 1964 por Hiroshi Tada e Alemanha por Katsuaki Asai em 1965. Seiichi Sugano foi nomeado para apresentar o aikido à Austrália em 1965. Hoje em dia existe escolas de aikido operantes em todo o mundo. Através do famoso actor americano Steven Seagal, o aikido foi exibido em vários filmes de Hollywood na década de 1990.
 
Proliferação de organizações independentes
 
 
Monge Onisaburo Deguchi
 
A maior organização de aikido actualmente existente é a Fundação Aikikai que permanece sob o controle da família Ueshiba. Apesar de tudo, a divulgação desta arte marcial pelo mundo, teve como consequência o aparecimento de vários estilos, os quais foram maioritariamente desenvolvidos pelos principais estudantes de Morihei Ueshiba.18
Os primeiros estilos independentes que tiveram significante repercussão foram o Yoseikan Aikido, iniciado por Minoru Mochizuki, em 1931; o Aikido Yoshinkan fundado por Gozo Shioda em 1955;21 e o Aikido Shodokan, desenvolvido por Kenji Tomiki em 1967.22 O aparecimento destes estilos ocorreram durante a vida de Ueshiba, algo que não ocasionou em grandes conflitos quando foram formalizados enquanto disciplinas pertencentes ao aikido. Contudo, o Aikido Shodokan, originou em algumas controvérsias uma vez que introduziu uma regra única de competição que alguns aikidokas encararam com algo contrário ao espírito do aikido.18
Após a morte de Ueshiba, em 1969, mais dois estilo de aikido emergiram. A principal controvérsia até aqui originada ocorreu após a saída do mestre Koichi Tohei do Aikikai Hombu Dojo, em 1974. Tohei abandonou o dojo após um desentendimento com o filho do fundador, Kisshomaru Ueshiba, que na época administrava a Fundação Aikikai. A desavença ocorreu sobre o caminho apropriado para o desenvolvimento do ki nos treinos regulares de aikido. Depois de Tohei deixar a instituição, este fundou o seu próprio estilo, designado de Shin Shin Toitsu Aikido, o qual é governado pela organização Ki Society (Ki no Kenkyukai).23 O último grande estilo evoluiu da aposentadoria de Ueshiba em Iwama, Ibaraki, cujo a metodologia de ensino a longo prazo foi da autoria de Morishiro Saito. Este estilo é oficialmente conhecido por "estilo Iwama", e até certo ponto, um reduzido número de seguidores formaram uma pequena rede de escolas as quais denominaram Iwama Ryu. Apesar dos praticantes do estilo Iwama conservarem o aikido após a morte de Saito em 2002, os seguidores do mestre dividiram-se em dois grupos. Um deles permaneceu com a Fundação Aikikai enquanto que o outro formou uma associação independente, a Shinshin Aikishuren Kai em 2004 baseada nos conhecimentos do filho de Morihiro, Hitohiro Saito.18
Hoje em dia, os principais estilos de aikido luta individualmente por uma organização independente do governo, e possuem uma sede própria no Japão designada de Aikikai Hombu Dojo, a qual direcciona e coordena as regras do estilo Aikikai, servindo como base para as várias associações nacionais espalhadas pelo mundo.
 
Estilos de aikido
 
 
Tachiwaza nikkyo omote ou "técnica em pé, segundo princípio, forma frontal".
 
 
Projeção
 
Conforme sucedeu com outras artes marciais japonesas, depois que o Fundador faleceu (sendo a figura unificadora), fatores internos levaram à fragmentação da modalidade e, assim, hoje a arte possui algumas ramificações, a maioria criados por antigos alunos de O-Sensei. Por outro lado, alguns apontam que o aiquidô não possui estilos verdadeiros, eis que o próprio Fundador admitia que os instrutores ensinassem conforme seu entendimento.
 
Aikikai
 
O aikikai está relacionado à Fundação Aikikai no Japão encabeçada pelo Doshu Moriteru Ueshiba, neto do fundador. Em caráter global, o estilo é representado pela Federação Internacional de Aikido (IAF). Diferentemente de outras escolas, no Aikikai cada mestre busca sua própria interpretação do aiquidô. Isso reflete em uma grande diversidade técnica dentro da organização, do "estilo". De qualquer maneira, a técnica é sempre fluída e não há competições de nenhuma forma.
 
Iwama Ryu
 
O estilo Iwama, também conhecido por Iwama-ryu ou Iwama Juku, trata-se de um nome informal para o estilo de aiquido ensinado por Morihei Ueshiba no dojo de Iwama. É comumente utilizado para descrever o estilo praticado por Morihiro Saito, um dos discípulos que estudou por mais tempo diretamente com O-Sensei (de 1946 até 1969). O estilo de Iwama inclui um estudo combinado do aiki-jo (bastão), do aiki-ken (espada) e do tai-jutsu (técnicas de mãos livres). Podemos encontrar praticantes do Iwama-ryu dentro e fora da fundação Aikikai. A maior organização independente do estilo é a Iwama Shin Shin Aiki Shurenkai, encabeçada por Hitohiro Saito, filho de Morihiro Saito.
 
Shin Shin Toitsu Aikido
 
Também conhecido por Ki-Aikido, o Shin Shin Aikido Toitsu foi desenvolvido por Koichi Tohei com base em estudos realizados com o mestre Tempu Nakamura (fundador do Shin Shin Toitsu Do, ou "caminho da unificação mente-corpo"). Este sistema peculiar é caracterizado por técnicas muito subtis e fluídas, com ênfase no desenvolvimento da energia (ki).
 
Aikido Shodokan
 
O estilo Shodokan, também conhecido por Tomiki Aikido, foi fundado pelo mestre Kenji Tomiki. É o único estilo que permite a competição, sendo uma mistura da forma original com o método de ensino do judo moderno. Incorpora várias formas de desequilíbrio, esquiva, golpes, torções, arremessos, rolamentos e giros no seu repertório técnico. Ele ensina desde técnicas tradicionais até técnicas desenvolvidas para o meio competitivo. O Shodokan engloba kata, treino livre, competição e defesa pessoal. A participação em competições não é obrigatória.
 
Yoshinkan
 
Fundado por Gozo Shioda, o Aikido Yoshinkan possui ênfase na eficiência em combate devido à qual é frequentemente visto como um estilo duro (hard style) em alternativa aos estilos concentrados na fluidez, estética e espiritualidade. É ensinado à polícia municipal de Tóquio.
 
Shin'ei Taido
 
O Shin'ei Taido ou Noriaki Inoue, foi criado pelo sobrinho do fundador do aikido, o sensei Noriaki (Yoichiro) Inoue (1902-1994).
 
Korindo
 
O Aikido Korindo foi criado por Minoru Hirai, antigo discípulo do Fundador no Aikikai Hombu Dojo em Tóquio. Este mestre foi também o responsável pela criação do nome da arte marcial, quando em 1942 foi delegado da instituição perante o Butoku-kai.
 
Treino
 
No aikido, assim como em praticamente todas as artes marciais japonesas, o treino é baseado em aspectos físicos e mentais. O treino físico no aikido é diversificado, abrangendo tanto a aptidão e condição física, como preparação e ensaios de técnicas específicas da modalidade.26 A maioria dos exercícios técnicos do aikido consistem em projeções e/ou arremessos, onde a aprendizagem de métodos de queda são essenciais ao praticante. As técnicas específicas de ataque incluem tanto golpes de punho como em garra, já as técnicas de defesa consistem em projecções, desvios e torções/contusões das articulações do adversário.
 
Aptidão
 
Ukemi é um elemento de significante importância nos treinos de aikido.
Os objetivos do treino físico prosseguidos em conjunto com o aikido incluem o o controle da técnica de relaxamento, da resistência e exercícios de preparação para flexibilidade, não sendo enfatizados ensaios com foco ao treinamento de força. No aikido, os movimentos de empurrar e alongar são frequentemente utilizados em detrimento de movimentos de contração como puxar o oponente. Esta característica pode ser aplicada aos treinos gerais sobre a aptidão física do praticante de aikido.
Nesta arte marcial, diversos músculos são trabalhados, dada a enorme diversidade das técnicas de aikido, melhorando o tónus muscular. Trata-se de uma disciplina que aborda todo um processo educacional para o adestramento da mente, corpo e espírito. O treino de aikido enfatiza a utilização coordenada de movimentos de todo o corpo, assim como do equilíbrio semelhante ao yoga ou pilates. A maioria dos dojos iniciam as aulas com exercícios de aquecimento os quais podem fazer parte os alongamentos e ukemi.
 
Funções de uke e nage
 
O treino de aikido fundamenta-se principalmente na aplicação de dois parceiros que pratica movimentos pré-determinados (Kata). O padrão base consiste em sequências de movimentos atacantes por parte do uke, o receptor da técnica, que inicia um ataque contra a pessoa que aplica a técnica - o tori ou shite  (dependendo do estilo do aikido), também referido como nage "atirador" (quando se aplica uma técnica de arremesso), que neutraliza o ataque com uma técnica de aikido.
Tanto o uke como o nage, são considerados elementos essenciais para a prática do aikido. Ambos estudam os princípios do aikido de harmonia e adaptação. O nage deve compreender combinações sobre o controle da energia de ataque, enquanto o uke aprende atributos como serenidade e flexibilidade em situações desvantajosas, em posições instáveis de desequilíbrio comparativamente com o seu oponente. Esta "recepção" da técnica é designada de ukemi. O uke procura continuamente a tomada de posição para o ataque, abordando pontos vulneráveis do nage. Este por sua vez utiliza a posição e o momento adequado para manter o uke em desequilíbrio e vulnerável ao ataque contrário. Em treinos de nível avançado, o uke, aplica por vezes técnicas de reversão para recuperar o equilíbrio e prender ou arremessar o nage.
Ukemi refere-se ao ato de receber uma técnica. Um uekemi envolve total atenção da técnica, do parceiro e do ambiente imediato onde o praticante se insere - é um ativo e não um passivo na recepção da técnica. A queda em si é parte integrante do aikido, e é uma forma do profissional auferir, com segurança, o que seria um ataque devastador de arremesso ou impacto.
 
Ataques básicos
 
As técnicas do aikido são normalmente movimentos defensivos sobre o ataque. Isto requer um conhecimento alargado sobre vários movimentos atacantes por forma a que o parceiro de treino pratique habilmente esta disciplina. Apesar dos ataques não serem estudados tanto quanto nas artes em que o foco principal são os golpes ofensivos ou imobilizações, no aikido é necessário aprender correta e eficazmente a aplicação da técnica sobre os mais variados tipos de ataque.
O repertório técnico da modalidade é baseado no koryu Daito-ryu, de luta desarmada. A despeito disto, a técnica fundamenta-se nos movimentos ideais da manipulação da katana ou outro tipo de arma.3 Assim cada muitos dos movimentos atacantes (?? uchi?) do aikido, seja de punho ou deslocamentos e projeções, possuem um correspondente realizado com a espada ou faca.30 Outras técnicas como socos (tsuki), possuem características semelhantes a ataques ofensivos com a utilização de uma faca ou espada. Os pontapés reservam-se a variantes de nível superior. Isto deve-se à gravidade dos golpes de pernas e consequentes lesões a que os praticantes estão sujeitos. Com isto, durante o Japão feudal, os chutes (em particular chutes altos) eram impraticáveis na maioria das competições.
 
Características
 
Denominação
 
O termo aiquidô (aikido) é composto por três ideogramas kanji: ? (ai), harmonia; ? (ki), energia; e ? (do), caminho. O que, numa tradução mais ou menos literal, significaria «caminho para harmonização de energia» ou «caminho para harmonia de energia». "Ki" é o mesmo que "Chi" do chinês. Estes termos são os que entram em energia. A energia que flui de cada ser.
O termo dô pode ser achado no judô ou no kendo, ou na arte da caligrafia (shodo) ou do arranjo de flores (kadô). O termo aiki refere-se ao princípio da luta de absorver o movimento dos atacantes para controlar suas ações com o mínimo esforço. Se inspira no tao ou o todo ou o caminho, não se admitindo competição e onde o treino procura desenvolver sentimentos de fraternidade e cooperação. Baseia-se em movimentos fluidos e circulares. Além das técnicas de mãos vazias, os treinos também podem incluir armas: bokken ou bokutô (espada de madeira), jô (bastão curto) e tanken ou tantô (faca de madeira).
Em combate, não há o costume de recuar.
Se o adversário puxa o aiquidoca, este o empura e logo o gira.
Se o adversário avança, o aiquidoca o gira e tão logo o puxa.
Se especializa em torções dos membros superiores, bem como mãos e dedos, além de desequilíbrios.
Na sua teoria espiritual, parte fundamental da luta, o aiquidô busca a harmonia dos seres com uma energia universal chamada ki, comum às práticas zen e à ioga. Este termo não tem uma tradução estrita para o português, podendo denotar diversos conceitos: respiração, sopro vital, espírito, energia ou intenção (nas imagens quem está aplicando a técnica é denominado tori ou nage e quem sofre a aplicação é chamado uke).
 
Etiqueta
 
O motivo pelo qual se usa a calça hakama reside no fato de que por suas sete pregas tem-se a representação das sete virtudes do samurai, das quais uma é a etiqueta (respeito), pelo que um aiquidoca deve dar muita atenção à etiqueta, principalmente dentro de um dojô.
O atual Doshu (Do= caminho; Shu= mestre), Moriteru Ueshiba, pratica o Cha No Yu (cerimônia do chá), que é em essência a prática da etiqueta.
Cada dojô tem suas peculiaridades sobre etiquetas e protocolos, mesmo no Japão, mas alguns comportamentos são mais claros a todos japoneses do que aos ocidentais não iniciados:
Ao adentrar e ao sair do dojô e do tatame, fazer reverência em direção ao kamiza (altar xintoísta) – Quando estiver entrando, a reverência representa seu sentimento de solicitação, de humildade. Quando estiver saindo, representa seu sentimento de gratidão.
Ao começar e terminar o treino, fazer reverência em seiza (ajoelhado) ao kamiza e ao shidoin (instrutor).
Ao início e ao término da prática a dois, fazer uma reverência ao parceiro de treino. - Ao início pode-se dizer Onegai shimasu (por favor), ou, mais formalmente Onegai itashimasu. Ao término, pode-se dizer Arigatou gozaimashita (muito obrigado), ou, mais formalmente, Domo arigatou gozaimashita.
Quando o sensei (mestre) ou shidoin (instrutor) estiver lhe dando orientações, permanecer na posição de seiza (ajoelhado) e após o término, agradecer com uma reverência. – Permanecer nessa posição denota humildade para receber os ensinamentos, enquanto permanecer em pé seria como conversar com um colega.
Se precisar pedir instruções ao sensei, não o chame. – Dirija-se ao sensei para lhe pedir a instrução. Lembre-se que para o samurai o discípulo é quem deve servir a seu mestre.
Pague a mensalidade em dia. - Aos olhos ocidentais, esta regra pode parecer materialista, mas a mensalidade é uma adaptação moderna do envelope que os discípulos depositavam no kamiza após o treino, como forma de agradecimento aos ensinamentos passados.
Não cruzar os braços dentro do dojo.- No Japão, cruzar os braços é um sinal de desavença.
Não arregassar as mangas dentro do dojo – No Japão, arregaçar as mangas é um sinal de desavença. Se não houver jeito, arregaçar as mangas para dentro.
Manter o dogi (do = caminho; gi= vestimenta) em ordem. – Mantê-lo sempre limpo, bem-passado, com o obi (faixa) alinhado e o paletó adequadamente fechado são sinais de disciplina.
Quando estiver no tatame, não apoiar as costas nas paredes.– Essa regra existe tanto pela questão disciplinar, quanto pelos aspectos marciais.
 
Competição
 
O aiquidô é uma modalidade marcial na qual não existe a prática de competição. Diferentemente do que sucedeu com outras modalidades modernas de budo, nas quais se enfatizou a realização de disputas entre atletas e de torneios, na arte de Ueshiba esse aspecto não existe, pois refoge do escopo original: o treinamento ostensivo do corpo e da mente serve como disciplina primaz para nortear o ser humano no caminho da evolução espiritual. Com isso, busca-se manter intacto o verdadeiro e tradicional budo.
 
Técnicas
 
O repertório técnico da modalidade é baseado no koryu Daito-ryu, de luta desarmada. A despeito disto, os movimentos são inspirados pelos movimentos de manipulação da katana, isto é, cada movimento, seja das mãos, seja um deslocamento ou projeção, possui um correspondente realizado com a espada.
 
Caimento
O-Sensei Morihei Ueshiba dizia "caímos sete vezes e nos levantamos oito". Por ser basicamente um budô sem kumite, treina-se metade do treino como tori (ou nage, aquele que aplica o golpe, que se defende) e metade como uke (aquele que recebe o golpe, que faz o ataque).
Por isso é essencial o eterno desenvolvimento não só das técnicas de tori, mas também das técnicas de uke, que incluem as técnicas de rolamento, ou quedas, ou ukemi.
Filosoficamente, o espírito de "cair sete vezes e se levantar oito" representa os momentos em que as quedas na vida são inevitáveis. Nesses momentos o aiquidoca deve saber como se comportar durante a queda inevitável, preservando seus pontos vitais e também como erguer-se posteriormente.
Nas técnicas, representa o fato de que após as quedas o uke não fica estendido ao chão, mas levanta-se utilizando a própria cinética da queda. Para tanto, o uke deve treinar intensamente essas quedas individualmente previamente para que quando for utilizá-las, as quedas sejam mais fluidas e mais eficazes. Daí porquê nos levantamos oito vezes.
 
Posturas
 
As três posturas básicas do aiquidô também vem das posturas da espada, com os pés na posição de L, sendo o pé que está à frente correspondente ao mesmo lado da mão que está à frente e alinhando umbigo, mão, dedão do pé e posição do olhar. São elas:
Chudan no kamae - posição das mãos à meia-altura.
Jodan no kamae - posição das mãos à altura da visão.
Gedan no kamae - posição das mãos em direção ao chão.
 
Técnicas de movimentação
 
O aiquidô, como o próprio nome já denota, prima pela manipulação das energias correntes num combate, daí que o princípio da não-agressão é expresso por não se contrapor a um golpe adversário, pero, antes disso, receber esse golpe e direcioná-lo de volta ao agressor. Desta feita, estuda-se como o corpo inteiro deve mover-se, no escopo de atingir esse desiderato de não se contrapor, aplicando-se os conceitos de tai sabaki, ashi sabaki, te sabaki, metsuke e outros.
A movimentação do corpo inteiro, ou tai sabaki, está ligada à movimentação do tanden (região abaixo do umbigo, também chamada de ponto um, saika tanden, saika no itten, kangen ou de hara — barriga). A propóstio, o ideograma de sabaki representa uma costureira cortando um tecido com sua tesoura. Da mesma forma o sabaki deve ser executado em um movimento só.
Irimi undo
Ten shin undo
Ten kan undo também chamado de ten kai
Kaiten ashi undo também chamado de mawashi ashi e de kaiten mawashi
Irimi tenkan undo também chamado de zen poko hou tenkan
Sai undo
O aiquidoca deve vislumbrar o caminho a ser percorrido pelo sabaki e executá-lo em um tempo, tal qual a costureira traçando seu caminho com a tesoura.
Didaticamente ensina-se os shoshinsha (iniciantes) passo-a-passo, mas deve-se ter em mente que após aprender o movimento, deverá executá-lo em um tempo.
Undo significa exercício.
Movimentando-se o copor, mister lembrar que os deslocamentos são feitos com o movimento das pernas, ou ashi sabaki, também chamado de un-soku (sensação das solas dos pés). Consiste no treino focado na movimentação dos pés.
Tsugi ashi undo - "pés deslizantes". Partindo da posição de kamae, o pé que está à frente é deslizado um passo à frente e o segundo pé se aproxima, voltando à posição inicial.
Okuri ashi undo - "pés que empurram". Partindo da posição de kamae, o pé que está atrás é deslizado meio passo em direção ao pé que está à frente e então outro pé se desloca à frente, voltando à posição inicial.
Ayumi ashi undo - "pés naturais". Entende-se como os passos dados de forma natural, considerando o caminhar do samurai. Um passo é dado por vez, alternando-se os pé que estão à frente, mas voltando sempre à posição de kamae a cada passo.
Shikko - Equivalente ao ayumi ashi em suwari waza. Do kamae ajoelhado, caminha-se erguendo-se os joelhos e alternando-se o joelho que está à frente.
Formas omote e ura [editar]
Basicamente todos os golpes podem ser executados na forma omote waza e ura waza. Estes conceitos podem variar, mas estão ligados aos conceitos de yin e yang. Algumas das definições são:
Omote waza - quando o nage se move pela frente do uke; quando o nage, após executar o golpe, moveu-se para frente de onde estava incialmente; quando o nage executa um movimento reto; quando o nage executa um movimento incisivo, ativo; quando o movimento é correto.
Ura waza - quando o nage se move por trás do uke; quando o nage, após executar o golpe, voltou sua frente para trás de onde estava inicialmente; quando o nage executa um movimento redondo; quando o nage executa um movimento receptivo, mais passivo; quando o movimento é de contra-golpe.
 
 
 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aikido

ENTREVISTA - Super Jura


O primeiro contato que tive com o atleta JURAMILTO COSTA CONCEIÇÃO, foi na Academia Espaço vittal (www.espacovittal.com.br) na Pituba, a qual faço estagio de Educação Física e o citado atleta faz seu treinamento de força e cardiovascular.

Chamou-me a atenção a força do atleta mas  acima de tudo a disposição e seriedade com que ele fazia seus exercícios. Esse primeiro contato se deu em meados de 2011. E para minha grata surpresa  o tenho hoje no primeiro semestre de 2013 como companheiro de graduação na Faculdade Social da Bahia.

Juramilto é faixa preta de Judô 2º Dan, bacharel em Administração de Empresas, bacharel em Educação Física e atualmente fazendo sua graduação em licenciatura, onde curso com ele.

O cara é lutador de Judô, competidor de altíssimo nível, pratica Judô há 27 anos e compete há 13 anos, já tendo conquistado o terceiro lugar no Mundial Juvenil de 1998 em Moscou na Rússia.

Jura - como alguns lhe chamam - falou sobre a importância da Arte Marcial, incentivo ao atleta de luta (Judô) etc:” é importante porque além da parte da socialização entre as pessoas, tem a questão da saúde  e da qualidade de vida, tem também a auto-confiança que a pessoa desenvolve ao aprender a se defender “.

Quanto ao incentivo :”em alguns estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o incentivo ao Judô é maior  por haver grandes clubes que investem no esporte amador. Na Bahia o investimento ainda é pequeno ao lutador, com iniciativas isoladas de algumas faculdades e academias “.

Juramilto, além de lutador, estudante, administrador de empresas, ministra aulas de Judô na Academia Nova União, em Salvador, para alunos à partir de 14 anos. Possui um aluno-atleta competidor HUGO LEAL, que como a maioria dos atletas no Brasil, sofre com a falta de incentivo público-privado .

O Judô como  grande parte dos esportes de luta sofre com a falta de locais públicos para sua prática como existe em São Paulo o Projeto Futuro, citado pelo próprio Juramilto.

Para se manter, um atleta de Judô gasta em média R$ 2.000,00 para cobrir os custos com alimentação, transporte, indumentária do esporte, etc, segundo o especialista no esporte Juramilto.

Cadê o incentivo para esses atletas e para os futuros atletas também?

Fique esperto.

Texto e Fotos: Jeferson da Silva Santos


 

ENTREVISTA - Lutadora intelectual


A aluna Tâmara Fiama Oliveira de Miranda (um aviso: não a chame de Tâmara porque você pode ter problemas)  prefere  ser chamada somente de Fiama. Respeitemos então Fiama, atleta de Muay-Thai e Taekwondo, do qual é faixa preta 1º dan. Estudante do curso de Educação Física na Faculdade Social da Bahia, onde é uma brilhante aluna, sempre elogiada por todos: professores, alunos  e funcionários. Já foi campeã Norte-Nordeste de Taekwondo.

Pois é meus amigos, quem olha aquele rostinho angelical não imagina que se esconde uma máquina de desferir socos, chutes, cotoveladas e joelhadas. Mas calma galera, não precisam se assustar pois Fiama é totalmente do bem e avessa à violência, como a maioria dos lutadores, que aplicam as lutas somente nos ringues, tatames ou octógnos.

Fiama acha importante a prática de Artes Marciais para todas as pessoa e foi enfática em defende-la para todos como “ uma forma de defesa pessoal  e não só com o intuito de competir, pois para a competição é preciso nascer com esse espírito”, palavras da própria atleta .

Fiama destaca a falta de apoio público para o Taekwondo, mesmo essa luta sendo um esporte  Olímpico, ela frisou: “ Graças a ajuda da FEBT (Federação Esportiva Bahiana de Taekwondo), que desde a chegada do Grão-Mestre, Sr. José Carlos Teixeira que ajuda os atletas com as viagens, inscrições etc... foi possível aos atletas disputar algumas competições”.

Link de competição:



A atleta pede para divulgar o evento:

War Zone Fight – dia 09/06. Mais informações na fanpage:


Se liga galera, uma atleta como Fiama, com o currículo de conquista que ela tem com experiência interestadual, se viu obrigada a abandonar as competições esportivas por falta de incentivo público-privado. Tendo em vista que não existem locais públicos para a prática e incentivo ao Taekwondo, como relata a própria Fiama “Às vezes utilizamos espaços como praia, praças públicas, entretanto não são espaços destinados, nem preparados para lutas“. Levando-se em conta que para se manter lutando um atleta de Taekwondo  gasta-se em media R$2.000,00 por mês, sem parcerias fica quase impossível .

Está claro que sem incentivo não nos tornaremos potência olímpica nunca, porque, só para esclarecimento o Taekwondo é um esporte olímpico  e cadê a grana???

Fique esperto!

Texto e Fotos: Jeferson da Silva Santos